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Cuidado integral

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O que significa ser saudável?

Escrito por: Elessandra Asevedo

Em um mundo cada vez mais complexo e acelerado, a saúde é um conceito multifacetado que preconiza o cuidado integral. De acordo com a Organização da Saúde (OMS), muito mais do que a ausência de doenças, estar saudável corresponde a um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Este conceito engloba melhores hábitos de vida, uma alimentação adequada, controle do estresse, atividades recreativas, boas amizades e um equilíbrio emocional e socioeconômico.

Para o médico da família e comunidade Raul Queiroz, da Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim Valquíria, a busca pelo bem-estar envolve um conjunto de escolhas conscientes em todas as esferas da vida. O primeiro pilar para garantir o cuidado integral é a saúde física. “Isso envolve a adoção de uma alimentação balanceada, a prática regular de atividade física, a manutenção do peso corporal adequado e o controle de condições clínicas pré-existentes”, enumera.

Além disso, é preciso atenção com a saúde mental através do gerenciamento adequado do estresse e do uso prolongado de telas. Ademais, deve haver a garantia de uma boa qualidade do sono e da autonomia para tomar decisões. “O emocional está intrinsecamente ligado à saúde física”, acentua o médico. Portanto, sinais de alerta como insônia, perda de interesse em atividades e sintomas físicos sem causa orgânica identificada (fadiga, dor crônica, falta de ar, entre outros) que causem prejuízos à saúde integral precisam ser investigados. Para completar, o médico destaca que a saúde social também é relevante, pois está relacionada à qualidade dos relacionamentos interpessoais e à sensação de pertencimento a uma comunidade.

Escolhas corretas

Para conquistar a saúde integral é preciso investir em prevenção. O médico explica que avaliações médicas regulares em todas as fases da vida também são fundamentais neste processo, especialmente para a identificação de fatores de risco, possibilitando diagnóstico e tratamento precoces de doenças. A alimentação também desempenha papel primordial na saúde geral.

O consumo de alimentos in natura, como frutas, legumes, grãos e tubérculos, e a redução de produtos ultraprocessados favorecem uma dieta equilibrada. “A orientação é integrar alimentos que são encontrados facilmente nos mercados e feiras e que fazem parte da nossa cultura”, observa o médico. Por exemplo, a combinação básica de feijão com arroz é fonte de nutrientes essenciais para o organismo, assim como as hortaliças e frutas da estação.

O médico lembra, ainda, que é importante compreender que a alimentação vai além do valor nutricional, envolvendo o aspecto social e cultural. “É sempre necessário individualizar as orientações e levar em consideração que não há alimentos milagrosos, tampouco vilões para a saúde. Tudo depende do contexto alimentar em sua integralidade”, avalia. Outra dica é planejar as refeições, seja no preparo ou na hora de fazer as compras.

Movimente-se

A atividade física é uma das principais aliadas do bem-estar, com impactos positivos para o corpo e para a mente. As recomendações sugerem a prática de 150 minutos de exercício moderado ou 75 minutos de exercício vigoroso semanalmente. Desta forma, a atividade vai ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, transtorno depressivo e demência, entre outras enfermidades. “Musculação, caminhada, corrida e natação, entre outras práticas, são algumas das opções que devem ser incluídas na rotina de atividades de acordo com as características individuais e os resultados esperados”, completa. O médico acrescenta que o segredo para o cuidado integral é que a saúde seja cultivada diariamente. Portanto, cuidar da saúde é um processo contínuo que requer tomadas de decisões, visando uma vida saudável no longo prazo.

Dedicação permanente

  • Iniciar a prática de exercícios
  • Planejar a alimentação
  • Fazer avaliações regulares
  • Acompanhar o desenvolvimento infantil
  • Monitorar a hipertensão arterial a partir dos 18 anos
  • Rastrear o câncer de colo de útero a partir dos 25 anos
  • Fazer avaliação metabólica para doenças cardiovasculares a partir dos 35 anos
  • Fazer mamografia a partir dos 50 anos (mulheres)
  • Rastrear câncer de próstata
  • Fazer exame de densitometria óssea

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