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Espécies reativas de oxigênio

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Estresse oxidativo e microbiota intestinal

Escrito por: Elessandra Asevedo

O estresse oxidativo é definido como um desequilíbrio entre espécies reativas de oxigênio (EROs) e as defesas antioxidantes do corpo. Essa condição desempenha um papel importante na progressão de distúrbios metabólicos, inflamatórios e neurodegenerativos. Por outro lado, a microbiota intestinal, uma comunidade diversificada de microrganismos no trato gastrointestinal, é igualmente relevante para a saúde, apoiando a regulação imunológica, o metabolismo e a defesa contra patógenos.

Evidências mostram que existe uma relação bidirecional entre o estresse oxidativo e a microbiota intestinal, na qual a produção controlada de espécies reativas de oxigênio pode desempenhar um papel na manutenção da homeostase intestinal e da função imunológica. Para avaliar essas evidências, pesquisadores da Malásia realizaram uma revisão científica para sintetizar o conhecimento existente sobre essas interações.

“Um nível equilibrado de espécies reativas de oxigênio ajuda a regular as comunidades microbianas, promovendo microrganismos benéficos que apoiam a digestão, a defesa imunológica e a prevenção do crescimento excessivo de patógenos”, afirmam. Da mesma forma em que pode contribuir para um microbioma intestinal saudável, o excesso de espécies reativas de oxigênio pode danificar o epitélio intestinal e interromper o equilíbrio microbiano, levando à disbiose.

Por sua vez, uma microbiota desequilibrada agravará ainda mais o estresse oxidativo. Consequentemente, promoverá inflamação ou reduzirá antioxidantes derivados de microrganismos, como ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Este ciclo contribui para a progressão de disbiose, ressaltando a importância de estratégias para restaurar o equilíbrio e a homeostase da microbiota intestinal. “Além disso, as vesículas extracelulares, particularmente as liberadas por microrganismos, estão emergindo como mediadores essenciais”, afirmam.

Probióticos

Abordagens com probióticos, prebióticos, antioxidantes e terapias direcionadas à microbiota podem ajudar a restaurar o equilíbrio microbiano e mitigar o estresse oxidativo. Entretanto, pesquisas futuras devem ter como objetivo descobrir o papel preciso das vesículas extracelulares derivadas de microrganismos, tanto na manutenção da saúde intestinal quanto na modulação do estresse oxidativo, com potenciais aplicações clínicas no tratamento de doenças relacionadas ao estresse oxidativo.

“Ao direcionar essas interações complexas, pode ser possível desenvolver estratégias inovadoras para aliviar a carga da doença e melhorar a saúde geral”, acreditam os autores. O artigo ‘Oxidative stress, gut microbiota, and extracellular vesicles: interconnected pathways and therapeutic potentials’ foi publicado em março de 2025 no International Journal of Molecular Sciences – doi: 10.3390/ijms26073148.

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