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Acidentes domésticos

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Saiba como agir com acidentes domésticos

Escrito por: Elessandra Asevedo

Acidentes domésticos são uma realidade em muitas famílias, e a capacidade de agir rapidamente em emergências pode ser determinante para preservar vidas e reduzir sequelas. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2020 e 2021 o Brasil registrou 1.616 óbitos na faixa etária de 0 a 14 anos por ocorrências dessa natureza.

Quedas, sufocamentos, queimaduras, afogamentos e intoxicações que ocorrem acidentalmente dentro de casa são as principais causas de morte infantil no Brasil. De acordo com a enfermeira Jussara Lisboa, coordenadora do curso de Enfermagem da Cruzeiro do Sul Virtual, é fundamental ter noções básicas de primeiros socorros e se preparar para os incidentes mais comuns.

“É essencial saber como agir diante de uma emergência causada por acidentes domésticos para evitar complicações graves”, acentua. Além disso, ter conhecimentos de primeiros socorros ajuda a reduzir riscos de morte e minimizar possíveis sequelas em casos mais graves. Ademais, esse preparo básico oferece mais segurança para lidar com situações inesperadas dentro de casa.

Acidentes domésticos mais comuns

1º: Queimaduras – Esses acidentes domésticos podem ocorrer com líquidos quentes, vapores ou objetos térmicos. A ação imediata é resfriar a área com água corrente fria.

2º: Hemorragias – Geralmente provocadas por cortes com objetos afiados, a prioridade nessas situações é estancar o sangramento por meio de compressão direta.

3º: Engasgos – Esses incidentes são especialmente perigosos para crianças e idosos. A manobra de Heimlich é crucial para desobstruir as vias aéreas.

Kit de primeiros socorros

Para montar um kit doméstico eficiente é preciso incluir produtos de higiene e antissepsia, como soro fisiológico, álcool 70%, antissépticos tópicos e água oxigenada. Os curativos são essenciais, incluindo adesivos de vários tamanhos, gazes estéreis, esparadrapo, ataduras e faixas elásticas.

Instrumentos como tesoura sem ponta, pinça, termômetro, luvas descartáveis, máscaras, bolsa térmica de gel e um manual de primeiros socorros também  são úteis. No entanto, a especialista alerta sobre erros comuns. “É fundamental evitar o uso de produtos não esterilizados, medicamentos sem orientação médica ou a aplicação de substâncias caseiras em ferimentos, pois isso pode agravar a situação”, adverte.

Quando chamar a emergência

  • A vítima está inconsciente ou não responde aos estímulos;
  • Há dificuldade respiratória intensa ou sinais de asfixia;
  • O sangramento é abundante e não estanca com compressão;
  • A queimadura é extensa, profunda ou envolve face/genitais;
  • Há suspeita de fratura exposta ou trauma craniano;
  • A pessoa apresenta dor intensa no peito, sinais de infarto ou acidente vascular cerebral, como paralisia facial, dificuldade de fala ou perda de força;
  • A vítima está em convulsão prolongada ou repetitiva;

Há reação alérgica grave com inchaço, falta de ar ou queda de pressão.

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