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Pressão interna do olho

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Novas técnicas cirúrgicas reduzem risco de glaucoma

Escrito por: Elessandra Asevedo

O glaucoma causa aumento da pressão interna do olho e alteração irregular no fluxo de sangue dentro do órgão, o que pode afetar o campo visual e levar até à cegueira permanente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é a segunda maior causa de cegueira no mundo, ficando atrás apenas da catarata. Embora o glaucoma não tenha cura, é possível viver bem com a doença se o tratamento for iniciado precocemente. Por isso, é fundamental a conscientização sobre a doença, o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo dos portadores.

De acordo com o médico oftalmologista Michel Bittencourt, os tipos mais comuns da doença são o glaucoma de ângulo aberto e o de ângulo fechado. “O primeiro evolui de forma mais lenta e é o mais frequente, geralmente controlado com tratamentos ao longo do tempo”, explica. Já o glaucoma de ângulo fechado apresenta progressão mais súbita e está associado principalmente ao envelhecimento. Neste caso, a elevação da pressão interna do olho pode ocorrer de forma repentina, exigindo muitas vezes uma intervenção cirúrgica imediata.

Além disso, o glaucoma secundário surge como consequência de outras situações, como o uso prolongado de colírios com corticoide ou após procedimentos cirúrgicos oculares. Embora menos frequente, esse tipo também requer atenção e, em muitos casos, tratamento cirúrgico. O grande desafio da doença está no fato de que, na fase inicial, o glaucoma é silencioso.

Sintomas

Quando os sintomas começam a aparecer, como embaçamento visual e dor nos olhos – geralmente mais característicos do glaucoma de ângulo fechado –, cerca de 70% a 80% do nervo óptico já foi comprometido. “Costumo dizer que o paciente entra no jogo no segundo tempo, já com o placar de 4×0. Por isso, a consulta oftalmológica de rotina é fundamental”, alerta o especialista em glaucoma do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco.

Tecnologia ajuda

Assim como a doença evolui, a medicina também se expande com novos tratamentos. Os avanços mais relevantes dos últimos anos ocorreram nas opções cirúrgicas e minimamente invasivas, que oferecem mais segurança e recuperação mais rápida para o paciente. Entre as tecnologias mais modernas está a trabeculoplastia seletiva a laser, um procedimento ambulatorial e indolor que ajuda a melhorar o escoamento do humor aquoso, reduzindo a pressão ocular sem a necessidade inicial de colírios.

Outra alternativa é o implante do IStent, um microdispositivo colocado durante a cirurgia de catarata que também auxilia na drenagem do líquido intraocular. “O PreserFlo, por sua vez, é um implante de pequeno porte que funciona como um canal para escoamento do fluido ocular, reduzindo a pressão”, explica o médico. Ademais, há opções de técnicas como o GATT (Gonioscopy-Assisted Transluminal Trabeculotomy), que promove a abertura da malha trabecular interna para facilitar a drenagem do líquido.

Também fazem parte do tratamento a ciclofotocoagulação, uma aplicação de laser na parte do olho responsável pela produção do humor aquoso, e os implantes de tubos drenantes – próteses antiglaucomatosas. “Existe a oportunidade de combinar alguns desses tratamentos à cirurgia de catarata, oferecendo ao paciente um ganho terapêutico significativo”, afirma o médico.

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