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Desenvolvimento da linguagem

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Importância do balbucio no desenvolvimento infantil

Escrito por: Fernanda Ortiz

Mais do que sons fofos e aleatórios, o balbucio é o primeiro aprendizado do cérebro para o desenvolvimento da linguagem. A partir dos quatro meses de idade, o bebê começa a experimentar os sons da fala combinando consoantes e vogais. Diferentemente dos choros e ruídos reflexos das primeiras semanas de vida, nesta fase a criança começa a descobrir que boca, língua e pregas vocais são instrumentos capazes de produzir inúmeras variações. Por ser uma parte do desenvolvimento infantil, o balbucio deve ser estimulado por meio de conversas, leitura e música.

De acordo com o neurocirurgião e especialista em desenvolvimento infantil André Ceballos, diretor técnico do Hospital São Francisco (SP), por volta dos quatro meses de idade o bebê começa a emitir fonemas como ‘ba’, ‘da’ ou ‘ma’. “Esses sons aparentemente aleatórios são respostas a estímulos auditivos e sociais”, observa. Quando o bebê balbucia e os pais respondem, esse ciclo fortalece as sinapses nos centros de linguagem do cérebro. Portanto, quanto maior a interação, maior será a capacidade do bebê de explorar os sons através da boca.

Estímulos

O segredo para estimular o balbucio está na interatividade e na repetição, estratégias que devem ser aplicadas pelos pais, irmãos e toda a rede de apoio. Ao repetir os sons que o bebê emite, os pais aumentam a confiança da criança para testar novos ruídos. Além disso, narrar as atividades do dia como “vamos tomar banho”, “agora trocar a fralda” e outras, assim como falar olhando nos olhos do bebê fazendo com que a criança observe o movimento dos lábios e da língua, ou brincar de barulhinhos (onomatopeias) são importantes para o desenvolvimento da linguagem.

Mais do que favorecer a compreensão do idioma, o balbucio funciona como blocos de construção até que a criança comece a ligar palavras e, por fim, formar frases inteiras. Entretanto, se o bebê não emitir nenhum som após os seis meses é importante buscar um especialista em desenvolvimento infantil. “Cada criança tem o seu próprio ritmo. Ainda que a ausência do balbucio não seja, necessariamente, um indicativo de que há algum problema, a orientação médica é importante para descartar possíveis questões futuras”, conclui o neurocirurgião.

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