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Vacinas obrigatórias

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Vacinação em ordem antes de viagens internacionais

Escrito por: Elessandra Asevedo

Uma recente pesquisa do Google, Deloitte e parceiros do setor prevê um aumento de 60% no número de viajantes internacionais até 2040. Por isso, além de organizar passagem, hospedagem, documentos e malas, uma das prioridades é colocar o cartão de vacinação em dia para evitar problemas durante a viagem. Alguns destinos solicitam, por exemplo, vacinas obrigatórias para que os turistas possam desembarcar e aproveitar as férias.

De acordo com a enfermeira Heryka Cavalcante, a imunização deve ser realizada para evitar doenças contagiosas e endêmicas. “É recomendável que as vacinas sejam tomadas com, pelo menos, 10 dias de antecedência, principalmente as de febre amarela. Algumas vacinas, como a de hepatite, exigem um esquema de doses e é necessário completar o ciclo para garantir a eficácia”, explica.

Para quem planeja viagens internacionais, é indispensável conferir as vacinas obrigatórias e recomendadas para o destino. Muitos países exigem o Certificado Internacional de Vacinação, emitido em unidades de saúde autorizadas ou no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vacina contra febre amarela, por exemplo, é requisito em mais de 100 países. Enquanto isso, outras imunizações podem ser fundamentais, dependendo do local visitado.

Doenças preveníveis e cuidados específicos

Sarampo – Quem embarca para a Europa deve se prevenir contra o sarampo. A Europa registrou aumento de casos de sarampo nos últimos anos, atingindo um pico preocupante em 2024. Portanto, os viajantes não imunizados, e aqueles que não têm certeza disso, devem checar se estão com esquema completo de duas doses da vacina tríplice viral antes de embarcar para países europeus. África, Ásia e Oceania também possuem focos da doença.

Coqueluche – Inúmeros casos ocorrem em vários países desenvolvidos, acometendo pessoas que, ao longo do tempo, perderam a imunidade. Caso tenha se vacinado quando criança ou adolescente, precisa tomar uma dose da vacina dTpa, que tem como objetivo prevenir contra a coqueluche, difteria e tétano. Essa imunização é associada, ainda, à vacina da poliomielite inativada (dTpa/VIP), outra doença que não circula mais nas Américas, mas ainda está em alguns países da África.

Hepatite AQuem viaja para locais onde a hepatite A é endêmica, como determinadas regiões da América Latina, África Subsaariana e Sudoeste Asiático, deve estar imunizado.

Hepatite B – Pessoas não imunizadas que viajam para países de alta endemicidade apresentam alto risco para a infecção com o vírus da hepatite B. Essa é uma doença sexualmente transmissível e pode ser disseminada por hábitos como relações sexuais desprotegidas, uso compartilhado de drogas, tatuagens feitas com materiais não descartáveis ou mal esterilizados, entre outros.

Meningite meningocócica – A vacina é indispensável para quem vai para a região conhecida do Cinturão da Meningite, na África. A imunização é, inclusive, uma exigência do Ministério da Saúde da Arábia Saudita. O cinturão corta o continente africano do Senegal à Etiópia. A meningite meningocócica é uma doença endêmica transmitida por um portador assintomático, ou seja, de pessoa a pessoa, principalmente em aglomerações, e tem grande potencial epidêmico. A vacina da meningite meningocócica quadrivalente contra os sorogrupos A, C, W135 e Y é liberada para uso no Brasil e encontra-se nas clínicas de imunização. A vacina também é oferecida no SUS como reforço para crianças de 12 meses, 11 e 14 anos.

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